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Atualmente, mais de 295 espécies
da fauna brasileira são consideradas como vulneráveis
ou ameaçadas de extinção. Dentre estas, 35
pertencem ao ambiente marinho, como é o caso dos cavalos-marinhos
Hippocampus reidi e Hippocampus erectus, e da
tartaruga marinha Chelonia mydas.
Essas 3 espécies estão comumente associadas aos
bancos da alga parda Sargassum, que servem como refúgio
e local de alimentação. Além dessas espécies,
uma grande diversidade de outros peixes e invertebrados também
utiliza as frondes dessa alga como alimento, abrigo e local de
reprodução.
Os bancos da alga parda Sargassum, popularmente conhecido
como Sargaço, são um dos principais componentes
das comunidades costeiras do sudeste brasileiro, especialmente
no estado de São Paulo. Embora os bancos de Sargassum
sejam encontrados nos costões de toda a orla do estado,
sua ocorrência pode estar ameaçada pela atividade
humana, seja na forma de exploração imobiliária,
poluição das águas ou turismo excessivo.
Devido à maior dificuldade de acesso e à distância
da costa, ilhas costeiras são importantes refúgios
da fauna e flora marinha e encontram-se relativamente pouco degradadas.
Assim, localizar e caracterizar esses bancos de algas torna-se
uma meta prioritária para qualquer proposta de conservação
marinha.
Antevendo a importância da conservação desse
ambiente, o Instituto Costa Brasilis está iniciando um
projeto de levantamento e caracterização de bancos
de Sargaço nas ilhas do município de Ubatuba.
Com a finalidade de obter informações ecológicas
importantes sobre esse subestimado ambiente, este projeto “é
um esforço pioneiro em relação aos bancos
de Sargassum,” – afirma o coordenador do
projeto Giuliano Jacobucci – “além de podermos
monitorar as condições desses bancos ao longo do
tempo, a partir dele forneceremos as bases decisórias para
projetos de conservação não só dos
bancos de Sargaço, mas dos organismos dependentes dessa
alga”.
O projeto tem a duração prevista de 1 ano e meio
e tem o apoio financeiro da PADI
Foundation. “Na verdade o projeto não tem previsão
de término.” – ressalva Giuliano – “Como
todo projeto que visa preservação, ele extrapola
esse período de 18 meses, portanto pretendemos obter outros
parceiros e financiadores com o desenrolar da pesquisa”.
O coordenador ainda destaca que a idéia é expandir
o projeto – “Futuramente também poderemos atuar
em outras áreas do País, como a Baía de Ilha
Grande no Rio de Janeiro, o litoral de Santa Catarina e até
mesmo o Nordeste; regiões que enfrentam crescentes problemas
em relação à ocupação humana
da costa”.
Para maiores informações ou para saber como você
pode ajudar na realização desse projeto, escreva
para o endereço eletrônico gjacobucci@costabrasilis.org.br.
Participe do ICB!
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