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Os chamados lírios do mar pertencem a classe Crinoidea, considerada
a mais antiga dos Echinodermata. Estes animais foram representantes
dominante dos mares no Paleozóico. Hoje em dia, a maioria das
espécies é observada em grandes profundidades e, devido a sua
reduzida mobilidade, muitas vezes são confundidos com plantas.
São muitas vezes extremamente belos e coloridos. No sudeste do
Brasil a única espécie deste grupo que é observada é Tropiometra
carinata, um animal cuja coloração pode variar de marrom
escuro a laranja, com ou sem padrão rajado e pintado. Junto a
esse lírio do mar é freqüentemente encontrado um gastrópode também
de coloração impressionante, Annulobaulcis aurisflamma,
cuja concha transparente permite a visualização do corpo de cor
vinho com listras amarelas. Apesar de ser encontrada em pequenas
profundidades e ser considerada uma espécie comum, são raros os
estudos sobre os aspectos biológicos desse lírio do mar. Entretanto,
esse tipo de informação, sobre espécies variadas, é primordial
para a adequação de políticas de conservação e manutenção de ecossistemas
costeiros. Os crescentes níveis de poluição somados atualmente
à extração de diversas espécies para comercialização, especialmente
neste caso para aquarismo, geram impactos ainda não mensurados.
Por estes motivos, os pesquisadores do Instituto Costa Brasilis
vêm obtendo informações a respeito de diversos aspectos zoológicos
e ecológicos desta espécie, tais como estrutura de tamanho, ciclo
reprodutivo, fauna associada e efeitos toxicológicos, assim como
as interações entre esta espécie e seus gastrópodes associados.
Com o intuito de minimizar quaisquer danos sofridos pela população
estudada (Praia Grande, São Sebastião, São Paulo), todos os indivíduos
analisados são devolvidos ao mar após a obtenção das informações
necessárias.
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